Sabemos que o PiC (Plataforma integrada de Conformidade) é uma ferramenta estratégica que permite o monitoramento de transações, fortalecendo a efetividade do programa de PLD/FT (Prevenção à Lavagem de Dinheiro e Financiamento ao Terrorismo).
Agora vamos falar sobre as vantagens do processo de Onboarding do PiC, das etapas e critérios utilizados na Avaliação Interna de Risco e sobre como esse fluxo contribui diretamente para a segurança e conformidade da sua empresa.
Processo de Onboarding
O Onboarding é o primeiro passo da jornada do cliente dentro da plataforma. Nesse momento as informações são coletadas, validadas e analisadas para garantir que o cliente possa operar com segurança desde o início.
No PiC, esse processo é automatizado e inteligente: ao cadastrar o cliente, a plataforma já organiza os dados e gera um índice estruturado que ajuda o operador a visualizar informações relevantes, aplicar filtros de risco e iniciar a Avaliação Interna de Risco (AIR).
Com isso, cada cliente passa a ser classificado de forma clara dentro da plataforma, permitindo que o monitoramento das transações seja feito de acordo com o nível de risco identificado.
Avaliação Interna de Risco (AIR)
AIR é o mecanismo que define o nível de risco de cada cliente, podendo variar entre os níveis definidos pela empresa usuária do PIC, a exemplo: baixo, médio, alto e muito alto. Essa classificação é feita com base em critérios objetivos que ajudam a entender o perfil do cliente e a exposição potencial da empresa.
Entre os fatores avaliados estão: o tipo de produto utilizado; aspectos reputacionais como a presença digital, se tem site próprio, presença em plataforma de relacionamento com clientes, a exemplo do Reclame Aqui e identificação como Pessoa Exposta Politicamente (PEP); localização geográfica; volume e frequência de transações, valores movimentados e aspectos jurídicos, como o envolvimento em processos.
Tudo acontece de forma automatizada, gerando uma pontuação que direciona o monitoramento contínuo e facilita a tomada de decisão.
Etapas do processo
No PiC, os processos de Onboarding, Avaliação Interna de Risco (AIR) e monitoramento contínuo funcionam como partes de um único fluxo integrado. As informações coletadas e validadas durante o Onboarding formam a base de dados que será utilizada na AIR, permitindo que seja feita a análise de critérios objetivos e a atribuição de um nível de risco ao cliente, como explicado no tópico anterior.
A partir dessa classificação, é definido como o cliente será acompanhado ao longo do relacionamento. Ou seja, quanto maior o nível de risco identificado na AIR, maior será a atenção dedicada ao monitoramento das operações, ajustando a intensidade das análises e a periodicidade das revisões de forma proporcional.
Com o risco já definido, inicia-se o monitoramento contínuo, que transforma as informações do Onboarding e os resultados da AIR em ações práticas. A jornada começa com a identificação de alertas relevantes conforme o perfil do cliente e o comportamento das transações. Em seguida, ocorre a etapa de análise, momento em que são avaliadas a compatibilidade econômica do cliente em relação às operações realizadas, a origem dos recursos movimentados e a consistência das informações cadastrais fornecidas no onboarding, sempre utilizando como referência os dados estruturados desde o cadastro inicial.
Por fim, as decisões são registradas automaticamente e, quando aplicável, comunicadas às autoridades competentes por meio de um dossiê completo, gerado automaticamente. Esse fluxo integrado reduz o esforço operacional do analista, otimiza o tempo da equipe e mantém a conformidade regulatória, preservando a segurança e o sigilo das informações.
Relevância para a segurança e conformidade
O Onboarding aliado ao modelo de AIR (Avaliação Interna de Risco) da empresa vai além de uma etapa operacional, ele funciona como uma camada estratégica de proteção. Ao identificar riscos desde o início do relacionamento, a empresa fortalece seus controles internos, reduz vulnerabilidades e aumenta a confiança nas operações realizadas dentro da Plataforma.
Esse modelo permite uma identificação de riscos preventiva e alinhada ao monitoramento contínuo, baseada em dados e seguindo as melhores práticas regulatórias, trazendo mais segurança para o crescimento do negócio.
Assim, ao integrar o Onboarding, a Avaliação Interna de Risco (AIR) e o monitoramento contínuo em uma única solução, o PiC transforma a conformidade em um processo mais simples, inteligente e automatizado. Com critérios claros, etapas bem definidas e uma visão estratégica de risco, a plataforma ajuda empresas a operar com mais segurança, previsibilidade e confiança em cada relacionamento estabelecido.





